Continuo não comendo batatas, continuo tendo preguiça na segunda feira, continuo tendo saudade de quem tá perto e muito mais de quem tá longe, continuo com vontade de ler, com preguiça de escrever, continuo com medo das pessoas, medo do que elas pensam, falam, fazem.
Tenho medo do futuro e de suas incertezas, tenho medo de meus sonhos e planos, tenho medo de minhas frustrações, mas tenho a certeza que sem elas, muita coisa ficará para trás. É preciso se frustrar pra querer mudar.
É tão bom conhecer pessoas que já estavam perto de você e você nem sabia o quanto elas poderiam ser importantes pra você. E como dói ver aquela pessoa que você achava que ficaria ali por muitos anos ainda, se afastar da noite para o dia, de um mês para outro.
As vezes é preciso deixar de lado o que, ou mesmo quem se ama, pra que aquilo não te sufoque, não te aprisione para sempre, e essa escolha é tão dificil, da tanto medo!
Te faz sentir aquele frio na barriga tão esperado em algumas situações e tão detestável em outras. Acho que estou numa fase que preciso das pessoas perto, mas ta tudo tão corrido que não tenho nem tempo de ficar perto de quem eu queria e continuo querendo. Sabe aquele simples fato de só estar perto, sem fazer nada, muitas vezes sem falar nada, simplesmente o fato de estar ali. Estou com saudades dos momentos em que o silêncio não incomoda e nem atormenta, porque ele é o simples fator que leva a cumplicidade. Dizem por ai, que você sabe quem é seu amigo de verdade quando o silêncio entre vocês não incomoda, e muitas vezes é até melhor do que o maior papo cabeça.
Saudade dói, e é dificil de explicar, mas é fácil de se sentir!
Saudade, de tudo e de todos!